quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O PODER DE JESUS EM CHAMAR PECADORES!!!

Resultado de imagem para A GRAÇA DE JESUS CHAMAR PECADORES
Lucas 5.27-32

     Os versículos que agora consideramos devem ser importantes para todos aqueles que conhecem o valor de sua alma imortal e desejam a salvação. Descrevem a conversão e a experiência de um dos primeiros discípulos de Cristo. Por natureza, todos nascemos em pecado e precisamos de conversão. Vejamos o que sabemos a respeito desta gloriosa mudança. Comparemos nossa experiência com a de Mateus, descrita nesta passagem; e, através desta comparação, aprendamos sabedoria.

     Estes versículos nos ensinam O PODER DA GRAÇA DE CRISTO EM CHAMAR OS HOMENS. Lemos que o Senhor Jesus chamou o publicano Levi, para se tornar um dos seus discípulos. Este homem pertencia a uma classe de pessoas que, entre os judeus, era uma indicação para retratar a impiedade. Apesar disso, nosso Senhor o chamou: "segue-me". O relato continua nos mostrando a poderosa influência que acompanhou estas palavras de nosso Senhor, ao afirmar que, embora Levi estivesse "assentado na coletoria", logo ao ser chamado, "ele se levantou e, deixando tudo, ...seguiu" a Cristo, tornando-se um de seus discípulos.

     Após lermos esta história, não devemos desesperar quanto à conversão de alguém, enquanto vivermos. Jamais devemos dizer a alguém que ele é muito ímpio, endurecido de coração ou mundano, para tornar-se um seguidor de Cristo. Não existem pecados tão inumeráveis e tão corruptos, que não possam ser perdoados por Cristo. Nenhum coração é tão perverso para ser transformado. Aquele que chamou Levi continua sendo o mesmo, ainda que se tenham passado 2.000 anos. Com Cristo nada é impossível. 

     E qual é a nossa situação? Afinal de contas, esta é a questão mais importante. Estamos esperando, demorando-nos e retardando nossa resposta de seguir a Cristo, por causa da ideia de que a cruz é muito pesada e de que não podemos servir a Cristo? Rejeitemos tais pensamentos imediatamente e para sempre. Creiamos que Cristo pode nos capacitar, por meio do Espírito Santo, a deixar tudo e nos afastarmos do mundo. Lembremos: Aquele que chamou Levi nunca muda. Devemos tomar a nossa cruz ousadamente e seguir adiante.

Fonte: RYLE, J. C. Meditações no Evangelho de Lucas. São José dos Campos-SP: Editora Fiel, 2013. pp. 75-78.

sábado, 3 de dezembro de 2016

INSCRIÇÃO AO PROCESSO SELETIVO DO CURSO TEOLOGIA CRISTÃ SETEBAN-RO/AC


INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 
DIA 14 DE JANEIRO

O Seminário Teológico Batista Nacional de Rondônia e Acre - SETEBAN-RO/AC Polo Porto Velho abre as inscrição para o processo seletivo do curso de TEOLOGIA CRISTÃ - Turma 2017.

Serão oferecidas trinta (30) vagas para a nova turma. Os trinta (30) primeiros inscritos serão chamados para efetivar sua matrícula e iniciar o curso (NÃO HAVERÁ MAIS PROVA PARA SELEÇÃO)  cujo 1° módulo será BIBLIOLOGIA e se realizará nos dias 28 e 29 de janeiro de 2017. Os demais candidatos poderão ser convocados (em ordem decrescente respeitando sua classificação) em outras chamadas, dentro do período máximo de seis (06) meses do início do ano letivo.

Para efetivar sua inscrição será necessário o preenchimento do formulário online. Para acessá-lo clique na imagem abaixo.

Maiores informações:

Sucesso a todos.

Deus nos abençoe.

RESUMO

ü  AS INSCRIÇÕES VÃO ATÉ SÁBADO DIA 14/01/2017
ü  INÍCIO DAS AULAS – 28 e 29 DE JANEIRO DE 2017. 

CLASSIFICADOS ATÉ O MOMENTO







terça-feira, 15 de novembro de 2016

APÓSTOLOS


RESUMO PRIMEIRA PARTE

LIVRO APÓSTOLOS¹


É hora de resumirmos nossos achados até o momento. Nesta primeira parte de nossa pesquisa, procuramos examinar todas as passagens do Novo Testamento onde o termo apóstolos (“apóstolo”) ocorre. O alvo da nossa investigação foi determinar a sua origem e significado, bem como em que sentido ele é empregado no Novo Testamento. Em linhas gerais, nossas conclusões são as seguintes.
O termo “apóstolo” no Novo Testamento tem sua origem em Jesus, que o usou para doze discípulos que ele escolheu no início de seu ministério. O conceito de “apóstolo” já era conhecido no mundo grego da época, mas Jesus o usa com base em conceitos presentes no Antigo Testamento e no judaísmo de seus dias, tais como a representação autorizada, a vocação dos profetas de Israel como enviados de Deus e a própria consciência de Jesus de ter sido também enviado por Deus ao mundo. Na literatura rabínica posterior, encontra-se um conceito similar ao de apóstolo, que é o shaliah, alguém enviado com poderes de representação. Apesar da semelhança entre eles, o conceito de apóstolo transcende o do shaliah no aspecto escatológico e missionário e é certamente anterior a este.
Os doze apóstolos de Jesus foram escolhidos por ele de maneira soberana, dentre a multidão que o seguiam. O número doze é fixo, pois é a contraparte dos doze patriarcas das doze tribos de Israel e indica a liderança do novo Israel, que é a Igreja de Cristo. A missão primordial que Jesus lhes deu, foi de seres as testemunhas autorizadas de que ele havia ressuscitado dentre os mortos, e sobre este fundamento erguer o edifício da Igreja cristã, batizando e discipulando os que crescem nesta mensagem. Para tanto, lhe foi concedido realizar sinais e prodígios e registar, sob a inspiração do Espírito Santo, os fatos concernentes à vida e obra de Jesus, e dar a explicação dos mesmos para os que crescem. Como aqueles que foram testemunhas oculares da ressurreição e nomeados diretamente por Jesus Cristo como seus apóstolos, os doze não tem sucessores e nem Pedro, que era seu líder. Da mesma forma que a missão dos profetas de Israel terminou com o último livro do Antigo Testamento, a missão dos doze terminou com os escritos no Novo Testamento.
Saulo de Tarso, por sua vez, foi chamado diretamente por Jesus Cristo, num aparição após a ressurreição, para ser apóstolo dele aos gentios. Como os doze, Paulo viu o Cristo ressurreto, foi comissionado diretamente por Ele e sofreu muito por causa do evangelho. Seu apostolado foi reconhecido pelos doze, embora Paulo se considerasse o menor dos apóstolos. Na condição de apóstolo de Jesus Cristo, Paulo se via como sucessor dos profetas de Israel e capaz de interpretar de maneira autoritativa os escritos deles, mediante a revelação dos mistérios das Escrituras pelo Espírito Santo. Seus escritos eram inspirados, como aqueles dos doze e dos profetas de Israel.
Paulo e os doze são chamados de “apóstolos de Jesus Cristo” em distinção aos demais, que eram apóstolos ou enviados de igrejas locais, e formam um grupo exclusivo e fechado. Assim, não encontramos fundamentos bíblicos para a afirmação de que Paulo representa uma segunda geração de apóstolos, depois dos doze, e que serve de fundamento para a existência de apóstolos em nossos dias.
A outras pessoas que são claramente chamadas de apóstolos no Novo Testamento, como Barnabé, Silvano, Timóteo e Epafrodito. Nestes casos, vimos que foram chamados assim por serem enviados ou mensageiros de igrejas locais para pregar o evangelho ou levar ofertas. Embora se argumente que Tiago, Apolo, Andrônico e Júnias eram apóstolos, não encontramos evidências textuais suficientes para fazer esta afirmação de maneira clara. Já aqueles que são chamados por Paulo de “apóstolos das igrejas”, eram irmãos enviados pelas igrejas gentílicas para auxiliarem Paulo no levantamento e entrega das ofertas dos gentios aos judeus de Jerusalém.
Ser “apóstolo” não era um dom espiritual, como o dom de profeta, mestre ou pastor, mas uma designação de uma função. Esta função, no caso dos doze e de Paulo, assumia conotação de ofício, que implicava numa instalação pública e oficial, reconhecida por todos – ou pela maioria. No caso dos demais, descrevia o trabalho deles como enviados em uma missão. Todos os que são chamados de apóstolos no Novo Testamento precisavam de dons espirituais para desempenhar suas missões, mas o apostolado em si, não era um dom espiritual – mas a nomeação ou descrição de um ofício ou função. Como tais, os apóstolos de Jesus Cristo – os doze e Paulo – figuram primeiro nas listas de ministérios e dons espirituais, pela sua primazia, excelência e autoridade. Não sendo um dom espiritual, o apostolado dos doze e de Paulo não pode ser reivindicado para nossos dias em nome da contemporaneidade de todos os dons espirituais descritos no Novo Testamento. Por ser um ofício com uma missão fundadora, o apostolado não está mais disponível em nossos dias, a não ser se entendido no sentido mais amplo do termo, a saber, enviado, delegado, emissário, missionário ou mensageiro.
Deste cedo, apareceram na Igreja aqueles que reivindicavam ser apóstolos tanto quanto os doze e Paulo, como os obreiros fraudulentos que se introduziram na igreja de Corinto e de Éfeso. Entretanto, já em seus dias, foram rechaçados em suas pretensões e rotulados de falsos apóstolos e obreiros de Satanás. Todavia, estes fatos não foram suficientes para refrear, nos séculos subsequentes, a usurpação deste que é o ofício mais excelente da Igreja.


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¹LOPES, Augustus Nicodeus. Apóstolos: a verdade bíblica sobre o apostolado. São José dos Campos, SP: Fiel, 2014. p. 147-150.



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

EM BUSCA DA ALEGRIA: SEIS VERDADES BÍBLICAS


1) DEUS NOS CRIOU PARA SUA GLÓRIA

"...De longe tragam os meus filhos, e dos confins da terra as minhas filhas; [...] a quem criei para a minha glória..." (Is 43.6,7)

Deus nos fez para ampliar sua grandeza - da mesma forma que os telescópios ampliam os astros. Ele nos criou para revelarmos sua bondade, verdade, beleza, sabedoria e justiça. A maior demonstração da glória de Deus vem do prazer que sentimos por tudo o que ele é. Isso significa que Deus recebe o louvor, e nós recebemos alegria. Deus nos criou para ser glorificado ao máximo em nós quando nos alegramos ao máximo nele.

2) TODO SER HUMANO DEVE VIVER PARA A GLÓRIA DE DEUS

"Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para glória de Deus"(1Co 10.31).

Se Deus nos fez para sua glória, torna-se evidente que devemos viver para sua glória. Nossa submissão provém de seu propósito. Portanto, nossa primeira obrigação é mostrar o valor de Deus, ficando satisfeitos com tudo o que ele é para nós. Essa é a essência do amor de Deus (Mt 22.37), de nossa confiança nele (1 Jo 5.3,4) e gratidão a ele (Sl 100.2-4). Essa é a raiz de toda a obediência verdadeira, principalmente a de amar ou outros (Cl 1.4,5).

3) NÃO GLORIFICAMOS A DEUS COMO DEVERÍAMOS

"...pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Rm 3.23).

O que significa estar "destituído da glória de Deus"? Significa que nenhum de nós tem glorificado a Deus e confiado nele como deveria. Não nos alegramos com sua grandeza e não andamos em seus caminhos. Buscamos satisfação em outras coisas e as tratamos como se fossem mais valiosas que Deus. Essa é a essência da idolatria (Rm 1.21-23). Desde que o pecado entrou no mundo, não temos considerado Deus como nosso tesouro mais precioso (Ef 2.3). Trata-se de uma terrível ofensa à grandeza de Deus (Jr 2.12,13).

4) TODOS NÓS ESTAMOS SUJEITOS Á JUSTA CONDENAÇÃO

"Pois o salário do pecado é a morte..." (Rm 6.23).

Todos nós menosprezamos a glória de Deus. Como? Dando preferência a outras coisas e não a ele, por meio de nossa ingratidão, desconfiança e desobediência. Por conseguinte, Deus está nos impedindo de desfrutar sua glória para sempre. "Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder" (2Ts 1.9).
A palavra "inferno" é usada doze vezes no Novo Testamento - onze por Jesus. O inferno não é um mito criado por pregadores sinistros e irados. O Filho de Deus, que morreu para livrar os pecadores dessa maldição, fez uma solene advertência. Corremos o grande risco quando não fazemos caso dessa advertência.
Se a Bíblia tivesse parado aqui em sua análise da condição humana, estaríamos condenados a um futuro sem esperança. Contudo, ela não pára aqui...

5) DEUS ENVIOU SEU FILHO UNIGÊNITO, JESUS, PARA NOS CONCEDER ALEGRIA E VIDA ETERNAS

"Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores..." (1Tm 1.15).

A boa nova é que Cristo morreu por pecadores como nós. E ele ressuscitou dentre os mortos para ratificar o poder redentor de sua morte e abrir as portas da alegria e vida eternas (1Co 15.20). Isso significa que Deus pode inocentar os pecadores e continuar a ser justo (Rm 3.25,26). "Pois também Cristo sofreu pelos pecados de uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus..." (1Pe 3.18). A mais profunda e eterna satisfação será a de estar no céu com Deus.

6) OS BENEFÍCIOS ADQUIRIDOS MEDIANTE A MORTE DE CRISTO PERTENCEM ÀQUELES QUE SE ARREPENDEM E CONFIAM NELE

"Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados" (At 3.19).
"Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa" (At 16.31).

"Arrepender-se" significa afastar-se de todas as promessas enganosas do pecado. "Fé" significa estar satisfeito com tudo o que Deus promete ser para nós em Cristo Jesus. "...aquele que crê em mim", diz Jesus, "nunca terá sede" (Jo 6.35). Nós não conquistamos a salvação. Não a merecemos (Rm 4.4,5). Ela é concedida pela graça mediante a fé (Ef 2.8,9). É gratuita (Rm 3.24). Nós a receberemos se a desejarmos acima de todas as coisas (Mt 13.44). Quando fazemos isso, o objetivo de Deus para a criação é alcançado: ele é glorificado em nós, e nós nos alegramos nele - para sempre.
Isso faz sentido para você?
Você deseja esse tipo de satisfação que vem da alegria com tudo o que Deus é para você em Jesus? Se sua resposta for sim, Deus está trabalhando em sua vida.
O que você deve fazer?
Afaste-se das promessas enganosas do pecado. Invoque o nome de Jesus para salvá-lo da culpa, do castigo e da escravidão do pecado..." (Rm 10.13). Comece depositando sua esperança em tudo o que Deus é para você em Jesus. Destrua o poder das promessas do pecado mediante a fé que você tem nas gloriosas promessas de Deus. Leia a Bíblia para encontrar suas preciosas e grandiosas promessas, que podem libertá-lo (2Pe 1.3,4). Encontre uma igreja que creia na Bíblia e comece a adorar e crescer espiritualmente com outras pessoas que amam a Cristo acima de todas as coisas (Fp 3.7).
A melhor notícia do mundo é que não há necessidade de existir conflito entre nossa felicidade e a santidade de Deus.
Quando estamos satisfeitos com tudo o que Deus é para nós, em Jesus, nós o engrandecemos como o maior de todos os tesouros.


"Tu me farás conhecer a vereda da vida,
a alegria plena da tua presença,
eterno prazer à tua direita."

Salmos 16.11

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Fonte: PIPER, John. Um homem chamado Jesus Cristo. São Paulo: Editora Vida, 2005. p. 105-108.

terça-feira, 5 de julho de 2016

A RELIGIÃO DOS LIBERAIS E ESQUERDISTAS


Em 1923 J. Gresham Machen publicou Cristianismo e Liberalismo[1], em que mostrou claramente que o liberalismo era uma religião, e uma bem diferente do Cristianismo. Apesar da denúncia, a religião dos liberais cresceu e permeou todas as áreas do mundo ocidental moderno cristão, particularmente a política. Uma obra recente que delineia a religião do liberalismo e sua influência é Godless -- The Church of Liberalism [Sem Deus - A Igreja do Liberalismo] de Ann Coulter.[2]
Ann Coulter é uma cristã que freqüenta com alguma regularidade a Redeemer Church, do Tim Keller, pastor presbiteriano conhecido nosso nos Estados Unidos. Republicana, conservadora, Coulter é advogada, jornalista, colunista de diversos periódicos americanos e escritora de sucesso, com vários livros na lista de best-sellers do The New York Times, inclusive esse último. Ann Coulter é uma crítica mordaz, ferrenha e destemida dos democratas-liberais esquerdistas americanos, aos quais se refere abertamente como retardados, traidores, covardes e inimigos de Deus, do Cristianismo e da América.
Godless é voltado para o público americano e expõe a falácia e incoerência dos principais pontos defendidos pelos liberais democratas americanos, naquilo que Coulter chama de "a Igreja do liberalismo". Podemos ter alguma dificuldade no entendimento de suas teses porque para a maioria dos brasileiros todos os americanos são apoiadores do Bush, direitistas e retardados. Apesar da linguagem ácida e debochada, Coulter é bastante bem informada utilizando essas informações com muita inteligência e ironia fina que arranca risadas freqüentes dos leitores (que concordam com ela, é claro). Tudo isso é empregado de maneira eficaz para detonar a religião do liberalismo político e expor seus defensores. Entre as risadas que dei lendo o livro na rede à beira-mar, aprendi que existe uma extraordinária semelhança entre a religião dos democratas-liberais esquerdistas de lá e aquela dos esquerdistas daqui. Menciono algumas, lembrando que aqueles que ela chama de liberais no contexto americano equivale mais ou menos aos esquerdistas do Brasil. Também não preciso dizer que apesar de generalizar, estou consciente de que há várias exceções.
1. Os liberais-esquerdistas são contra a punição de malfeitores como estupradores, assassinos, assaltantes a mão-armada e terroristas. Por não acreditarem no estado de queda e depravação moral e espiritual em que os homens vivem, defendem a possibilidade de reabilitação dos piores criminosos mediante a melhoria da auto-estima deles, programas de reabilitação administrados pelo Estado e psicólogos profissionais. São contra prisão perpétua, pena de morte, e a construção de mais prisões e detenções. São a favor de indultos, diminuição de pena e de devolver à sociedade bandidos perigosos para que se reintegrem e se tornem bons cidadãos. Esse seria um dos mandamentos da religião do liberalismo: “não punirás o malfeitor”.
2. Os mártires da religião liberal-esquerdista são geralmente esse pessoal. Nos Estados Unidos, assassinos seriais como Ted Bundy ganham fã-clube e seguidores, além de defensores entre homens e mulheres públicos. Recentemente, o estuprador e assassino Willie Horton ganhou notoriedade e milhares de defensores por que seus crimes foram considerados como armação de brancos preconceituosos – Horton é afro-descendente. Na mídia mundial liberal, Saddam Hussein já começa a tomar os contornos de herói e mártir.
3. O ponto de honra da religião liberal-esquerdista é o aborto, equivalente a um sacramento. Liberais-esquerdistas fazem o seu principal cavalo de batalha do direito da mulher abortar em qualquer período da gestação. Coulter diz que a razão é que os liberais odeiam os seres humanos e querem destruir o maior número possível de fetos. Nessa mesma linha, defendem o casamento gay porque gays não se reproduzem.
4. Os templos da Igreja liberal-esquerdista são as escolas públicas e os sacerdotes são os professores. Os liberais conseguiram transformar a rede pública de ensino em templos onde sua religião secularista-humanista-evolucionista é ensinada, onde o Cristianismo é proibido, onde nossos filhos aprendem desde cedo que a sexualidade precoce é natural, que ser gay é normal, que é legal usar camisinha e o “liberou-geral”, tudo isto à custa dos impostos pagos inclusive por aqueles que não mandam filhos para as escolas públicas e nem aceitam essas premissas ou a religião dos liberais. Aqui no Brasil, isso se estende à esfera governamental, com seus anúncios permissivos pagos com nossos impostos, bem como às universidades públicas.
5. Os liberais-esquerdistas são inimigos da ciência que considera as realidades de Deus, e se pudessem, queimariam todos os livros verdadeiramente científicos, como no passado houve queima de Bíblias. A religião liberal só aprecia a ciência quando ela aparenta contradizer o Cristianismo histórico. Toda vez que a ciência contradiz algum dogma da sua religião, os liberais estão prontos a reagir, protestar, desautorizar e renegar o valor das pesquisas e conclusões. Fizeram isso quando pesquisas científicas feitas por cientistas de Harvard, Cambridge e outros, mostraram que o QI das pessoas é genético (isso desbanca o dogma da igualdade de todas as raças por causa da evolução), que os homens são mais aptos para ciência e engenharia do que as mulheres (isso ataca o dogma da igualdade plena homens e mulheres), que o vírus da AIDS discrimina mesmo, atacando gays em 90% dos casos comprovados de AIDS (isso ameaça o dogma que ser gay é normal e natural e até desejável), que o aquecimento global não é tão sério como os ambientalistas – geralmente liberais-esquerdistas – propagam (isso ataca o dogma de que a vida humana tem menos valor que o meio-ambiente), que células-tronco de adultos são eficazes e têm já produzido efeito na cura de doenças graves, muito mais que o uso de células tronco de embriões (isso ataca o sacramento liberal de exterminar com o maior número possível de fetos), e por ai vai.
6. A premissa fundamental da religião liberal é a teoria da evolução. Apesar de 150 anos terem decorrido desde a publicação de Origem das Espécies os liberais continuam sem evidências fósseis da seleção natural e da evolução de uma espécie em outra mais adaptada. Quanto mais mergulhamos no conhecimento profundo do mundo e suas maravilhas, menos e menos plausível o evolucionismo se torna, a ponto de cientistas ateus, que rejeitam a evolução, procurarem outras alternativas para a origem da vida (que tal incluir Deus entre as opções?). Apesar de tudo, evolucionismo é dogma intocável e não passível de discussão nos templos liberais do ensino público. A única religião e a única fé que os liberais realmente desejam excluir das escolas e universidades é o Cristianismo. A religião que continua a defender pela fé o evolucionismo é mantida, nutrida e ensinada aos nossos filhos, usando nossos impostos.
Posso não concordar com o estilo mordaz de Coulter e nem com algumas colocações bem mais radicais do que estou pronto a endossar, mas estou impressionado com a percepção clara que ela tem daquilo que está realmente em jogo. A Igreja do liberalismo- esquerdista está no Brasil também, com seus templos, sacerdotes, dogmas e sacramentos. Em contraste com os Estados Unidos, cristãos históricos no Brasil ainda não são bem articulados, organizados e têm pouco acesso à mídia. Todavia, temos esperança de que, considerando as inconsistências internas do liberalismo, o crescente interesse pelo Cristianismo histórico e os esforços pequenos porém constantes de indivíduos em mostrar o outro lado, dias melhores poderão chegar.

Fonte: NICODEMUS, Augustus. O que estão fazendo com a Igreja: Ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. São paulo: Mundo Cristão, 2008. pp. 91-95.


[1] São Paulo: Os Puritanos, 2001.
[2] New York: Crown Forum, 2006.

terça-feira, 21 de junho de 2016

10 sinais que apontam que você deve mudar de igreja

Por Renato Vargens

Existem inúmeras igrejas que levam o nome de igreja, mas que estão bem longe de ser uma igreja de Cristo. Tais comunidades possuem aparência de piedade, pregam um pseudo-evangelho parecido com o evangelho, sem contudo manifestar os atributos de uma igreja verdadeiramente cristã. 

Diante do exposto resolvi elencar dez sinais de que a igreja que frequenta prega um cristianismo deturpado, o que lhe justifica o direito de sair para uma igreja bíblica e saudável:

1-) O evangelho pregado é desprovido das verdades fundamentais à fé cristã. Doutrinas como salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, a imputação do pecado e a justiça atribuída a Cristo e ao crente,  a doutrina da Trindade, o batismo, a ceia do Senhor, a divindade de Cristo e outras mais não são ensinadas nos púlpitos e classes dominicais.

2-) O culto é eminentemente antropocêntrico. As canções entoadas, os atos litúrgicos e principalmente a palavra pregada visa exclusivamente a solução dos problemas dos homens como também a satisfação do cliente.

3-) O culto é personalista e focado exclusivamente na pessoa do pastor, bispo ou apóstolo, o qual é visto como o "ungido" de Deus.

4-) O culto tem por foco prosperidade e enriquecimento do fiel. A começar pelo período de louvor, passando pelos avisos e pregação, tudo aponta para o dinheiro. Senão bastasse isso, a igreja não trata da vida financeira da comunidade local de forma transparente. 

5-) A mensagem pregada tem por conteúdo a autoajuda. 

6-) Verdades como pecado original, depravação total, perdição eterna e salvação por Cristo não são enfatizadas, pregadas e muito menos ensinadas.

7-) Doutrinas como maldição hereditária, sementes, honra, unicismo, arianismo, dualismo, e maniqueísmo são pregadas e defendidas pelos pastores, bispos e apóstolos.

8-)  As Escrituras são colocadas no mesmo nível de igualdade, autoridade e inerrância do ensino, palavra ou revelação do pastor, bispo ou apóstolo.

9-) As chamadas "unções" tem um papel quase que mágico, prevalecendo assim sobre os ensinos das Escrituras.

10-) O ensino do pastor é inquestionável e o simples de discordar dele implica em ser taxado pelo líder como rebelde, desobediente, portanto, alguém passível de maldição e juízo.

Pense nisso! 

Renato Vargens

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com.br/2016/06/10-sinais-de-que-voce-deve-mudar-de.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+renato_vargens+(Renato+Vargens)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

“DESENVOLVEI A VOSSA SALVAÇÃO” UMA IDEIA DE SANTIFICAÇÃO


O Apóstolo Paulo fala sobre um certo “desenvolvimento” da salvação em sua carta aos Filipenses: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor” (Fl 2.12, ARA, grifo nosso). Mas, o que ele quis dizer com isso?

Certamente não significa que a salvação deve ser construída por nosso esforço ou nossas obras. A Bíblia deixa claro que a salvação é unicamente pela graça por meio da fé (Ef 2.8-9). Outras traduções mais modernas deixam nítido esse objetivo: “Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor” (Fl 2.12, NVI, grifo nosso).

Após a salvação não devemos nos embrenhar no pecado ou viver uma vida dissoluta qualquer. É necessário, de alguma forma, “continuar a ser salvo” ou “desenvolver esta salvação”. Essa perspectiva de desenvolvimento está ligada ao que chamamos de santificação. Santificação que pode ser compreendida de duas maneiras básicas: como uma separação exclusiva para Deus ou um aperfeiçoamento inerente de algo a caminho da perfeição. O primeiro sentido já foi alcançado pelos crentes restando o segundo sentido para ser trilhado. Assim, temos como “desenvolvimento da salvação”, um processo gradual de nos conformar cada vez mais à imagem de Cristo e isso de modo prático, de mudança de vida, de caráter mesmo. Tanto é que em seguida o apóstolo nos relata uma orientação prática para o viver: “Fazei tudo sem murmurações, nem contendas [...]” (Fl 2.14). O objetivo desse “desenvolvimento” é para que a igreja seja como luz em meio às trevas. Como luzeiros resplandecendo a luz de Cristo. É para que sejamos “filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta [...]. (Fl 2.15).

Finalmente, o que queremos focar no texto é essa necessidade de santificação contínua em nossas vidas até alcançarmos a estatura de varão perfeito. Nessa perspectiva é muito interessante o que o apóstolo Tiago nos instrui: “Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.” (Tg 2.17).

Que o Senhor continue nos abençoando para crescermos dia a dia em santidade. Que nossas vidas BRILHEM reluzindo a graça de Deus.


Tem misericórdia da tua igreja oh Deus!!!

Fonte: http://teologiacritica.blogspot.com.br/2015/02/desenvolvei-vossa-salvacao-uma-ideia-de.html

terça-feira, 27 de outubro de 2015

ESCOLHA CONGREGAR

     Será que Cristo poderia ter desenvolvido seu ministério sozinho? A resposta é sim, poderia. Mas, mesmo sendo rico em poder, o Senhor Jesus preferiu se relacionar e gerar discípulos, estabelecer vínculos com outras pessoas, separando, portanto, 12 homens e sendo rodeado sempre por grandes multidões. Esta decisão de Cristo em se relacionar com outras pessoas me fez e me faz refletir sobre a importância de congregar. Não consigo conceber uma vida cristã sem o ato de congregar, de estar no meio de outras pessoas, seja em família, seja na igreja, seja no trabalho, seja na escola. E olha que quem está falando isto é uma pessoa que Deus teve que trabalhar muito no temperamento por preferir fazer tudo sozinho, por achar que as outras pessoas não estavam na mesma página, ou não estavam interessadas em fazer o que eu fazia, e da forma com que eu fazia. Eu sei o quanto eu era individualista. Mas eu sirvo ao Deus que nos muda, que nos transforma que nos faz nova criatura, um pouco mais parecidos com Cristo. Estas mudanças vieram com o exercício de congregar.

     Congregar é a verdadeira arte de se relacionar. O convívio social é muito enriquecedor. Já foi dito que a união faz a força. Sozinhos, somos vulneráveis, presas fáceis para satanás. Juntos, somos fortes. Há concordância. Se dois concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirmos, nos será feito pelo nosso Pai que está nos céus. Imagina em meio a muitas pessoas concordando?

     O fato é que muitas pessoas não querem mais congregar. Talvez por experiências ruins que tiveram no convívio com outras pessoas, sem entender direito como as coisas funcionam, foram vítimas de fofocas, ou foram preteridas pelo grupo. Preferem a segregação das igrejas virtuais. Quero ressaltar que a igreja virtual, ou seja, assistir a um culto pela internet tem o seu valor e o seu espaço na sociedade moderna. Obviamente quando somos impedidos de participar fisicamente de um culto, podemos optar por este recurso. Mas substituir a riqueza do congregar fisicamente pelo virtual é, no mínimo, estupidez. Nada substitui o aperto de mão, o abraço, a imposição de mãos na oração, o olhar, o toque físico que recebemos de nossos irmãos que representa o toque do próprio Deus. O viver em comunidade traz aprendizado. Especialmente quanto ocorre algo negativo no seu relacionamento interpessoal, o desafio de passar por cima das dificuldades, abrir mão de seus conceitos e convicções em detrimento do que o outro pensa, ceder para o bom convívio do grupo, tudo isso faz parte dos ensinamentos de Cristo para nossas vidas. E se quisermos crescer espiritualmente, precisamos congregar.

     Sozinhos, olhamos para o nosso próprio umbigo. Congregando você vê o outro. Caminhar juntos pode parecer ser mais trabalhoso, mas com certeza é mais prazeroso. É preciso estar ligado na videira. Se a igreja é um corpo cuja cabeça é Cristo, se você não faz parte do corpo, não recebe a corrente sanguínea que produz a vida, não recebe o oxigênio essencial à vida. Em outra palavras, não congregar é morte!

     Meu caro leitor, escolha congregar. Prefira conviver com outras pessoas. Doar-se o obter das pessoa o melhor delas. Ninguém é tão ruim que não tenha nada para oferecer ao outro.

     Pense nisso!
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     Fonte: PEREIRA, Rildo Robson. Manual prático do adorador. Rio de Janeiro: Abrindo Página, 2014.

domingo, 5 de julho de 2015

PREDESTINAÇÃO E PRESCIÊNCIA: AS PESSOAS SÃO PREDESTINADAS AO CÉU OU AO INFERNO?



          O termo predestinação é uma tradução da palavra grega proorizo, que aparece seis vezes no Novo Testamento (At 4.28; Rm 8.29-30; 1 Co 2.7; Ef 1.5, 11). Em alguns casos, refere-se à preordenação divina de todos os acontecimentos da história undial (At 4.28; 1 Co 2.7). Em outros, refere-se à decisão de Deus, tomada antes de o mundo vir a existir, com respeito ao destino final de pecadores individuais - mais especificamente, daqueles que foram escolhidos para a salvação e vida eterna (Rm 8.29-30; Ef 1.5, 11), em contraste com aqueles que, por fim, serão condenados ao julgamento eterno. No entanto, muitos ressaltam que as Escrituras também atribuem a Deus uma decisão prévia quanto àqueles que , em última análise, não são salvos (Rm 9.6-29; 1 Pe 2.8; Jd 4). Ademais, ao predestinar alguns para a salvação, Deus necessariamente destina o restante à destruição. Diante desses fatos, tornou-se comum em vários círculos definir a predestinação por Deus de modo a incluir tanto a decisão de salvar alguns do pecado (eleição), quanto sua decisão de condenar o restante pelo seu pecado (reprovação).

          É difícil negar categoricamente que as Escrituras ensinam um tipo de predestinação à salvação, uma vez que o termo grego proorizo aparece nas Escrituras (veja acima). Não obstante, as tradições cristãs diferem quanto ao critério de Deus para sua decisão de predestinar alguns, mas não outros, à vida eterna. Vários ramos da igreja falam de predestinação  (ou eleição) com base na presciência de Deus acerca da fé de certos indivíduos. Supõem que Deus sabia de antemão que certas pessoas escolheriam, por sua própria vontade, aceitar a Cristo como seu Salvador ao ouvir o evangelho e concluem que, com base nisso, Deus predestinou tais pessoas à salvação. Nesse sentido, a presciência é uma previsão divina passiva acerca daquilo que os indivíduos escolherão fazer por sua livre e espontânea vontade, sem a intervenção de Deus. Assim, Deus predetermina o destino dessas pessoas em resposta àquilo que ele sabe que ocorrerá.

          No entanto, os teólogos reformados, ressaltam que o termo proginosko, traduzido como "de antemão conheceu" em Rm 8.29 e 11.2 significa "de antemão amou" e "de antemão reconheceu" (cf. 1 Pe 1.20, onde proginosko é traduzido como "conhecido...antes"). Passagens como essas deixam claro que proginosko expressa presciência em relação a uma pessoa, e não apenas a fatos do futuro ou às escolhas que alguém fará ao longo da vida. Na verdade, o Novo Testamento ensina que Deus elegeu com base em sua afeição e amor prévio por aqueles aos quais deu a vida eterna.

          Ademais, uma vez que todas as pessoas se encontram naturalmente mortas no pecado (ou seja, separadas da vida de Deus e indiferentes a ele), ninguém que ouve o evangelho pode se arrepender e aceitar a salvação pela fé sem o despertamento interior que somente Deus pode conceder (Ef 2.4-10). Jesus disse, "ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido" (Jo 6.65; cf. Jo 6.44; 10.25-28). Se Deus olhar para o futuro a fim de ver as escolhas que faremos por nossa própria conta, não verá outra coisa senão a nossa rejeição total do evangelho. Os pecadores escolhem Cristo somente porque Deus os escolhe e conduz a essa decisão ao renovar ao coração deles.

          A doutrina da predestinação pode ser usada indevidamente para apoiar várias formas de fatalismo. No entanto, não é esse o propósito do ensinamento das Escrituras. Antes, as Escrituras repudiam o fatalismo ensinando que as nossas escolhas e decisões são importantes, pois foram preordenadas  como o meio que Deus usa para alcançar os seus propósitos (p. ex., Fp 2.12-13). As Escrituras não ensinam a predestinação para incentivar o fatalismo, mas para dar aos cristãos a certeza da vida eterna, uma vez que estão em Cristo. A predestinação assegura os salvos da fidelidade de Deus e da certeza de nosso destino eterno em Cristo. Não precisamos temer, pois ninguém poderá nos arrebatar da sua mão (Jo 10.28). Veja CFW 3; 10; CB 16; CD 1.

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra. p. 1488.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Qual o distintivo mais significativo da teologia reformada?


            Ao longo dos anos, eu tive oportunidades de ensinar teologia sistemática em uma variedade de cenários, desde turmas de seminário a cursos universitários e classes de escola dominical na igreja local. Mas, independentemente de onde eu ensine sistemática, eu geralmente começo com a doutrina de Deus. Teologia, é claro, estuda Deus e o seu caráter e os seus caminhos, de modo que é apropriado começar com uma visão da sua natureza e atributos, antes de examinar o que a Bíblia tem a dizer sobre a redenção, a igreja, as últimas coisas e as demais categorias da teologia sistemática.

            Sempre que ensino sobre a doutrina de Deus, começo com duas afirmações que aparentemente enchem muitos dos meus alunos com imensa consternação. Meu costume tem sido dizer-lhes que, de um lado, não há nada particularmente singular acerca da doutrina de Deus confessada na tradição reformada da teologia cristã. Presbiterianos, batistas reformados, os reformados holandeses e outros cristãos reformados afirmam os mesmos atributos divinos que todos os luteranos, anglicanos, metodistas, ortodoxos orientais e católicos romanos. Não há nada de radicalmente diferente acerca de nossa doutrina de Deus.

            Contudo, quando esses mesmos estudantes me perguntam qual é o distintivo mais significativo da teologia reformada, eu lhes digo que é a nossa doutrina de Deus. Agora, isso soa completamente contraditório à minha primeira afirmação, mas eu digo que a doutrina reformada de Deus nos distingue das outras tradições por não conhecer nenhuma outra teologia que considere seriamente a doutrina de Deus com respeito a todas as demais doutrinas. Na maioria das teologias sistemáticas, você tem uma afirmação da soberania de Deus na primeira página do texto teológico, mas, ao avançar para a soteriologia (doutrina da salvação), escatologia (doutrina das últimas coisas), a antropologia (doutrina da humanidade) e assim por diante, o autor parece ter se esquecido do que disse acerca da soberania de Deus na primeira página.

            Os teólogos reformados, contudo, conscientemente veem a doutrina de Deus penetrando todo o escopo da teologia cristã. Essa é uma das razões pelas quais os calvinistas tendem a se focar tanto no Antigo Testamento. Nós nos preocupamos com o modo como o caráter de Deus define todas as coisas – o nosso entendimento de Cristo, de nós mesmos e da salvação. Nós nos voltamos para o Antigo Testamento porque ele é uma das mais importantes fontes sobre a natureza e o caráter de Deus que você jamais encontrará no universo. Cristãos reformados tendem a considerar o Antigo Testamento tão seriamente porque ele é uma revelação muito vívida da majestade de Deus.

            Pense nas principais revelações de Deus no Antigo Testamento. Em uma Conferência Nacional do Ministério Ligonier, eu voltei-me para Isaías 6, a qual é provavelmente a passagem que preguei com mais frequência do que qualquer outra na minha carreira de pregação. Ali nós encontramos uma das mais vívidas manifestações da santidade divina em toda a Escritura. Depois, é claro, há a revelação que o Senhor faz de si mesmo e do seu nome pactual a Moisés, na sarça ardente, a qual nós lemos em Êxodo 3. Aquele é um capítulo cuja leitura é essencial para qualquer um que busque entender a independência e autoexistênciade Deus. Ao procurar um lembrete do compromisso do nosso Criador com a verdade e da sua fidelidade em cumprir suas promessas pactuais, eu geralmente me volto para Gênesis 15, no qual Deus jura por si mesmo que cumprirá sua palavra a Abraão de dar-lhe uma descendência inumerável. E, para um retrato vívido do amor infalível e eficaz de Deus pelo seu povo, sua noiva, você dificilmente encontrará um lugar melhor para ir na Escritura do que o livro de Oséias.

            Eu poderia oferecer muitos outros exemplos, mas o que todos esses episódios têm em comum? Todas essas revelações de Deus aconteceram em diversos momentos de crise na vida do povo de Deus. Tanto Isaías como Moisés estavam para ser enviados numa grande missão de proclamar a grandeza do Senhor a um povo endurecido. De que eles mais precisavam num período como aquele? Não de uma promessa de sucesso – na verdade, foi dito a Isaías que a sua mensagem endureceria corações (Isaías 6.8-13). Não, o que eles precisavam era de um entendimento do caráter de Deus. Quando Deus desejava lhes dar segurança, ele lhes dava a si mesmo. O mesmo pode ser dito de Abraão e Oséias. Humanamente falando, Abraão tinha pouca evidência para crer que Deus lhe daria muitos descendentes. Então, o Senhor assegurou o patriarca de sua fidelidade ao comprometer-se à sua própria destruição – uma impossibilidade – caso ele não cumprisse sua Palavra. Oséias viveu num tempo no qual parecia que Deus havia rejeitado o seu povo, total e definitivamente, por sua infidelidade. Que esperança o Senhor poderia conceder de que amava Israel com amor eterno? A revelação de si mesmo como o Marido que é perfeito em amor e fidelidade.


            A doutrina de Deus da teologia reformada, com sua ênfase em todos os atributos divinos a cada ponto do desvelar da salvação, a distingue de outros entendimentos cristãos do Senhor. E a nossa doutrina de Deus é extraída de Gênesis a Apocalipse, tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento. Por que, então, não absorveremos todo o conselho de Deus e leremos ambos os testamentos com grande devoção?

Fonte: 

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Por: R.C. Sproul. © ANO MINISTÉRIO. Original: The Reformed Doctrine of God.
Este artigo faz parte da edição de junho de 2015 da revista Tabletalk.
Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. 
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segunda-feira, 27 de abril de 2015